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Mostrando postagens de Julho, 2016

Você lê a sinopse?

Parei para pensar sobre isso a alguns dias, quando um amigo me perguntou sobre o que era um livro que eu havia ganhado, porém não tinha lido e eu respondi que não sabia e, ele ficou indignado por eu não ter lido a sinopse e a orelha.
Depois de muito pensar sobre o assunto, cheguei a conclusão de que eu prefiro não ler para não me decepcionar com os livros, já que a sinopse pode passar uma impressão errônea.
Porém, encontrei dois motivos essenciais para isso:


As pessoas querem vender livros (imagino que vocês já saibam) e a sinopse é uma maneira de fazer com que as pessoas se interessem. E, claro, as pessoas capricham nesse texto para gerar interesse;Não quero saber o que irá acontecer de forma alguma e, na sinopse e orelha existem alguns adiantamentos, por exemplo um livro sobre viagem no tempo já estará constando que o personagem irá conhecer tal experiência, o que faz com que o início (quando ainda não aconteceu a viagem) fique ofuscado de alguma maneira, já que eu sei que aquilo não s…

[Resenha] A Hora da Estrela - Clarisse Lispector

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A Hora da Estrela foi um livro escrito no final da carreira da autora, em 1977. Uma obra muito conhecida e bastante admirada por várias pessoas ao longo dos anos.
No enredo temos três tipos de narrativas, a primeira conta a história da personagem principal, Macabéa; a segunda mostra a vida de Rodrigo S.M. que é o narrador geral da história e narra por meio de um livro que está escrevendo, então temos todo este contexto, a vida de Macabéa sendo narrada por meio de um livro; e o conflito do Rodrigo ao conviver com a Macabéa.
Macabéa é nordestina, não teve o auxílio dos pais quando criança, foi criada por uma tia que a maltratava e ensinará uma série de valores errôneos. Na verdade, a personagem principal só tem uma característica, a ausência de tudo. 
Temos como cenário o Rio de Janeiro, onde Macabéa “vive” se é que essa seja a melhor palavra para descrever.

O final desse livro é completamente de tirar o fôlego e é neste momento em que o nome do livro faz sentido. A autora opta por faz…

Top 5: Melhores de 2016 até agora

Piscamos o olho e já estamos na metade do ano, está passando rápido mesmo ou eu que estou perdida demais no mundo literário para acompanhar a mudança?
Mas vamos ao propósito do post que é apresentar as minhas melhores leituras de 2016 (até agora) e resolvi escolher apenas 5 para não ficar muito longo, porém foi uma tarefa difícil!

Antes de tudo, tenho que dizer que escolhi aqueles que de alguma forma tocaram o meu coração e me fizeram parar para pensar sobre alguns fatos. Então sem outras enrolações, vamos:

5°) The Kiss Of Deception;


Sinopse: “Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer c…

[Resenha] Loney - Andrew Michael Hurley

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Sinopse: “Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem. O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excê…

Loucura ou necessidade?

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Quem nunca fez uma loucura na vida?
Seja para conseguir realizar um sonho ou por amor. Pois as vezes só conseguimos o que queremos colocando a cara a tapa, como por exemplo aquele emprego que sempre quis.
A loucura pode ser definida de diversas formas e, existem várias maneiras de externa-la. Para alguns, fazer loucuras é libertadora, imagine pegar o carro ir a praia em um dia ensolarado ao invés de ir para aquela aula de inglês ou finalmente ir ao cinema sozinho, não para se sentir sozinho, mas para desfrutar da própria companhia.
Acontece que de vez enquando temos que fazer certos tipos de loucura para mantermos nossa sanidade. O mundo exige uma série de responsabilidades de todos nós e se ficarmos tão imersos sem nunca sairmos para respirar, não iremos aproveitar o ar livre.

Qual o seu talento?

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Talento pode estar com você desde o momento do seu nascimento, ou pode ser adquirirido com o tempo. Uma pessoa pode ser ótima para desenhar, outra para escrever, cada um da sua maneira, ambos lindos e cheios de emoção.

Faço parte do time da escrita, mas sempre achei lindo quem sabe desenhar, fazer aqueles desenhos super realistas. Agora, se eu tentar fazer algum, vai sair duas montanhas e um sol, certeza! Haha

Ambos os talentos citados, tem que ser desenvolvidos, e pessoas que não sabem, podem aprender “escrevo textos desde os meus 12 anos mas a minha escrita era péssima, fui evoluindo com o tempo, descobri meu amor pela poesia aos 14 desde então comecei a escrevê-las também” Raíssa Siqueira.

Eu, por exemplo, sempre gostei de ler/escrever, mas acham que os textos que escrevi aos 8 anos são tão bons como o de hoje? Falando nisso, eu deveria ficar tentando aprender a desenhar, não é mesmo? Ou, poderia começar a cantar, dançar, fazer de tudo, não somos limitados, nós é que nos limitamos…

Ah, o amor ❤

Ele invade, sem pedir licença, se abriga no seu peito e faz de lá sua morada. É ele quem te faz ver luz no fim do túnel, faz ser persistente e ver que as vezes existem finais felizes. Ou talvez não, já que você não irá querer ter um ponto final nessa história, mas somente umas reticências fofas.

O amor é único para cada um de nós, vez ou outra, duas pessoas sortudas dividem o mesmo, sempre admirei aqueles casais de idosos abraçados em um dia frio, com um olhar juvenil e um sorriso escancarado. Não dá para definir esse sentimento em poucas ou muitas palavras, ele apenas é sentido e, cá entre nós, todos sabem quando ele se instala no coração.

Uma pessoa que oferece abrigo a esse sentimento tão puro pode ser identificada de longe, os olhos brilham, o sorriso é largo e há sempre aquela leveza no andar.

Existem aqueles que tem medo de sentir, medo de amar e ser amado. Claro, não tem nenhuma fórmula mágica para que o medo cesse, nem é possível dizer o que está sendo feito de “errado” por quê, …